O processo de coaching: A viagem.

Quando viajamos é comum levarmos algumas coisas que regressam a casa do mesmo modo como partiram, isto é, além daquilo que usamos durante a viagem, tendemos a carregar na nossa mala o peso de coisas inúteis. Durante o processo de coaching tomamos consciência daquilo que trazemos “sempre connosco” e vamos selecionando o que mais interessa, isto é, aquilo que é mesmo importante, útil e que nos dá força.

Este maior conhecimento acerca da “nossa bagagem” serve de base para a construção do itinerário específico da nossa viagem. Ou seja, só depois de estabelecidas as nossas prioridades é que estamos em condições de traçar objetivos concretos.

O coach orienta o cliente (coachee) na escolha dos locais a visitar durante a viagem. Como? Essencialmente através de perguntas pertinentes ancoradas numa relação que proporciona a segurança e a confiança necessárias para explorar novos lugares. A esta exploração assente numa relação equilibrada entre o apoio e o desafio, o cliente expande o território onde atua e o modo como o faz. A isto chamamos “desenvolvimento humano”.

A partir de um balanço entre aquilo que é verdadeiramente importante e os recursos de que dispõe, o cliente faz as suas opções.

Depois de clarificados os objetivos segue-se a escolha dos melhores percursos para os alcançar. O coach acompanha o cliente ao longo desta caminhada, servindo como ponto de referência face aos objetivos traçados e fornecendo feedback sobre o percurso que o próprio cliente se propôs fazer.

Tal como em qualquer viagem, durante este processo o cliente conhece coisas diferentes e as fronteiras do seu mundo vão sendo alargadas e expandidas.

À chegada, o cliente está mais enriquecido, com novas formas de perspetivar os outros e a si próprio, e a sua vida prossegue num rumo mais próximo daquilo que lhe é realmente mais pertinente.

 

Quem sabe, um dia mais tarde, poderá desejar voltar a viajar, mais uma vez…